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Valorizar o ontem para viver um amanhã de glórias - Por Gisele Scaravelli

Hoje, dia 2 de fevereiro, nossa velha Itu celebra seu 411º aniversário. A maior marca de nossa história está viva e latente em nosso Centro Histórico que conta com centenas de imóveis tombados.


Itu é uma cidade histórica com 411 anos. Para ituanos e os moradores da cidade, passar pelo casario antigo no centro da cidade é algo tão comum que, diariamente, fazemos isso sem perceber a riqueza histórica presente nos muros, paredes, janelas e portas que circundam nossos dias. O hino da cidade tem uma frase muito sensível que diz “quem tuas ruas percorre insensível?” e é bem isso. Quem consegue passar por essas ruas sem se transportar para outros tempos, ou entrar numa igreja histórica e não imaginar como talhas, pinturas e artes foram feitas e até mesmo adentrar uma loja nova, mas com uma fachada do século XIX? Assim como outras cidades no Brasil, Itu tem essas características. Até meados

do século XVIII, Itu era uma vila com um pequeno núcleo urbana formado por pouco mais de cem casas. Preservar a história é preciso


para seguir um futuro sólido e assim, hoje a cidade conta com cerca de 260 imóveis tombados, protegidos por órgãos como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de SP). Entre os anos de 1966 e 1968, o arquiteto ituano João Walter Toscano e, sua esposa e também arquiteta, Odiléa Setti fizeram o primeiro levantamento a favor da preservação do patrimônio histórico ituano para o Condephaat. Intitulado “Diagnóstico para a Implantação de Ação Cultural”. Nesse levantamento há centenas de imóveis do eixo histórico compreendendo ruas como a dos Andradas (antiga Rua da Palma), Barão do Itaim, Paula Souza (antiga Rua Direita), Convenção, Domingos Fernandes, Floriano Peixoto, Garcia Moreno, José Elias, Madre Maria Basília e muitas outras. A proposta de Toscano na época era que esses imóveis fossem todos tombados e para isso, hoje os órgãos de preservação atuam com dois tipos de tombamentos, com graus de proteção 1 e 2. O tombamento é um conjunto de ações que visa preservar, através de legislação específica, os bens culturais de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e, claro, afetivo para a população. Quando tombados, eles ficam proibidos de

serem demolidos, descaracterizados e, consequentemente, se perderem no esquecimento de nossa memória coletiva. Entenda os graus de proteção.

- Grau de Proteção 1: edifícios de alto interesse histórico, arquitetônico e ambiental, contempla a preservação integral, interna e externa.


- Grau de Proteção 2: edifícios que se destacam pelos valores ambientais. Nesse caso, eles podem sofrer alterações internas, mas sua fachada tem que ser preservada totalmente, dos componentes arquitetônicos a cobertura.

É por isso que em Itu vemos tantas lojas com fachadas antigas e interiores contemporâneos. Em 2017, a gestão municipal institui a "Lei das Fachadas" que define o tamanho da placa de propaganda e as cores que as fachadas devem ser pintadas, de acordo com uma resolução da Secretaria Estadual de Cultura, de 2003, que tombou o Centro Histórico de Itu, com objetivo de revitalizar o patrimônio e valorizar a paisagem tombada. Assim vivemos numa cidade que revive seu passado todos os dias. Afinal, como já disse o filósofo Edmund Burke. “Um povo que não conhece sua História está fadado a repetí-la.”





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